
Mesmo após ter o livro transformado em best-seller, a jornalista nunca usou a fama com outro propósito que não fosse ajudar suas compatriotas. Apesar de ser perseguida, colocar a vida em risco, ela não fraquejou ao se arriscar para ver o que escreveu ser lido por milhões de pessoas em todo o mundo.
A solidariedade e a ética da obra de Xinran estão justamente nisso: contar uma história verídica, objetivando uma melhoria, dar o direito do mundo saber o que acontece numa civilização milenar que, até hoje, é lembrada pela tortura, mas que ao mesmo tempo almeja uma reabertura político-econômica num mundo globalizado.
E é nesse contexto de globalização que o livro As boas mulheres da China é importante. A preocupação com os Direitos Humanos e a idéia de avanço na civilização fazem o leitor sentir-se chocado ao constatar os absurdos cometidos na China. Xinran ainda
é ética ao relatar as histórias de diversas chinesas de uma forma delicada, protegendo a identidade delas (verifica-se isso na “nota da autora”, ao avisar que os nomes foram modificados).
Não ser só redatora, mas também personagem, esse é o diferencial de Xinran, que viu no livro uma forma de lutar por direitos iguais numa China machista e invadida por preconceitos oriundos, principalmente, da diferença de pensamentos e ideologias.
Um comentário:
Tive o prazer de ler um livro que ficou gravado no meu pensamento e na minha ética. como cidadão fiquei muito contente por saber que pessoas como Xinran se preocupam com a dignidade da pessoa humana. è uma obra crítica, reflexiva, real. vc pode mergulhar, sentir o gosto amargo do sofrimento e o desejo incontrolável de solidariedade.
Muito sucesso Xinran.
Um forte abraço.
E, caros amigos leitores, leiam este livro e vocês jamais perderão o poder de amar a cada um por igual.
Dinho
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